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AMP Accelerated mobile pages WordPress

A minha audiência caiu com o plugin de AMP, e agora?

Uma pergunta no meu canal chamou-me atenção para fazer este post:

Cara, fiz o amp aqui no meu site, mas as visitas caíram 70%, sabe-me dizer se tem algum motivo principal para isso?

Isso é uma pergunta que as causas podem ser diversas, mas nesse posts vamos listar alguns possíveis problemas, vou focar no plugin oficial do Google, mas algumas regras podem ser aplicadas a outros plugins. Primeiramente você precisa entender como funciona o plugin de AMP, as suas limitações e o modos que ele trabalha, eu tenho o vídeo no meu canal do Youtube onde eu explico mais sobre eles, mas em resumo nos temos:

  • Modo leitor, com uma experiência mais simples onde você não precisa se preocupar como os problemas de javascript.
  • Modo de transição, onde você tem parte do seu conteúdo em AMP e não AMP
  • Modo padrão, onde seu conteúdo por padrão será AMP, mas para isso você precisa utilizar plugins e temas compatíveis.

Uma vez que o seu site já está em produção, o ideal é verificar o desempenho do seu site na versão AMP e não AMP na busca. Os dois primeiros modos disponibilizar duas versões para o seu site se analytics estiver habilitado acompanhe a audiência em ambos e veja se vale a pena ou não ir full AMP.

Falando em Analytics vamos falar o que interessa, a lista de items que pode afetar a sua audiência:

1. Esquecer de ativar o Google Analytics

Parece algo banal, mas é algo bastante comum. Você instala o plugin e não configura o Google analytics e vê a sua audiência despencar, neste caso você não está perdendo audiência, mas está deixando de monitora-la. Quando você trabalha com AMP a forma de adicionar o script de monitoramento do Google Analytics muda, é preciso de uma tag específica para realizar a contagem de visitas do usuário. Você pode realizar a inclusão de diversas maneiras:

  • Adicionando a configuração: para isso você irá precisa do ID do seu Google Analytics, e ir nas configurações do plugin AMP, selecionar analytics e adicionar o código JSON para monitoramento.
  • Segunda forma é através do plugin Site Kit
exemplo da tela de adição do código do analytics

2. Deixar as páginas AMP com erros

O primeiro requisito para a sua página ser indexada nos resultados de busca do Google como uma página AMP, é ser uma página Válida em outras palavras: não deve conter erros AMP.

Se você publicar uma seu projeto cheio de erros AMP, dependendo do formato que você escolher(Leitor, padrão e transição). Você irá tirar todas as suas páginas da busca. O ideal é se você não tem um tema compatível, você deve escolher ou o modo leitor, ou o modo de transição e monitorar os erros da sua página.

3. Mudança de tema junto com a instalação do plugin

Muitas vezes a solução é mudar para um tema compatível, mas antes de fazer a migração você deve prestar atenção em alguns fatores:

  1. Mapa de navegação, preste atenção se o tema tem esquema de navegação similar ao tema que você utiliza. Caso queira realizar a mudança na navegação lembre de submeter o novo sitemap.
  2. O esquema de títulos de páginas permanecem os mesmos.
  3. Desempenho do tema, o tema na versão AMP tem um desempenho melhor ou pior ao seu tema anterior
  4. Monitore os erros 404 da sua aplicação

4. Falta de acompanhamento na transição

Tudo ocorreu bem durante a migração, páginas estão válidas, esquema de navegação não foi alterado, e agora?

Monitore… Monitore… Monitore…

O trabalho de melhoria de um aplicação web é contínuo, muitas vezes as pessoas instalam um plugin e depois largam a aplicação como se tudo já estivesse ocorrendo bem. Sempre é bom acompanhar o seu site e a melhor ferramenta para ver o desempenho de sua aplicação na busca do Google é o Search Console.

Nele você pode acompanhar como o seu site se comporta na busca e quais páginas AMP estão sendo indexadas na busca do Google. Caso escolha o modo leitor e de transição, é muito importante comparar o desempenho entre as duas versões, a versão AMP e a versão AMP. Com isso ver se faz sentido migrar ou não e onde você deve melhorar em sua versão AMP.

Página de monitoramento do Search Console

5. Mudanças nos requisitos da busca

Vale lembrar que você não é o centro do universo, as vezes a mudança na sua audiência pode está relaciona com alguma mudança no rankeamento do Google, por exemplo, Core web vitals são novas regras que alteram os fatores para sua página possuir um bom posicionamento na busca, ele está sendo introduzido gradualmente desde do mês de Julho de 2021.

Dependendo de qual modo você utiliza em sua aplicação para entregar páginas AMP e páginas não AMP sua queda na audiência pode estar ocorrendo na suas páginas não AMP, por exemplo, ou Suas páginas AMP precisam de atenção.

Lembrando que AMP ajuda a melhorar o despenho no front-end de sua aplicação, problemas como entrega de imagens e resposta do servidor pode afetar o tempo de entrega do seu conteúdo.

6. Por fim time que se ganha não se mexe

Se o seu tema não AMP já tem um ótimo desempenho, você possui noções de desenvolvimento e realiza manutenções frequentes na sua aplicação. Você precisa realmente mudar sua aplicação para AMP ?

  • Antes de realizar a migração, teste quão melhor é sua versão AMP comparada a sua versão não AMP?
  • Quanto a versão AMP afeta as funcionalidades da sua aplicação?
  • Quanto tempo você tem para atualizar sua aplicação.
  • Qual é o melhor modo referente a sua aplicação

Alguns casos a instalação de AMP pode não ser necessária, caso você já tenha um tema com um ótimo desempenho, para isso você pode testar sua aplicação na página de relatórios do web.dev

Sempre estude as vantagens de uma tecnologia antes de usar veja os seus pros e contras. Como essa tecnologia se adequa a sua realidade, pois não existe bala de prata e sim existem ferramentas para cada tarefa.

Eu utilizo o plugin do AMP a mais de dois anos, mas claro utilizo o tema padrão do WordPress e não faço uso de nenhum plugin mirabolante, o meu foco principal é o conteúdo e não preciso me preocupar com melhorias de desempenho nas minhas páginas ou melhorias para dispositivos móveis, o plugin toma conta disso tudo pra mim.

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AMP Accelerated mobile pages Geral WordPress

Plugin Web Stories do Google versão 1.0

Recentemente fiz um post testando a versão beta do plugin e na semana passada saiu a versão 1.0 do plugin. Com uma série de correções e melhorias. Nesse post iremos falar sobre as novidades do plugin em sua versão 1.o.

Plugin oficial do google para web stories

1 – Mudança dos endereços

Umas das mudanças da versão beta para a versão final foi a alteração do URL /stories/ para /web-stories/. O agora todos os seus stories ficarão na pasta web-stories mas isso será mais relevante caso tenha utilizado o plugin na versão beta.

2 -Salvar cores e fontes

Umas dos pontos que tinha até criado uma issue no github era a opção de criar opções pré-definidas para fontes e cores. Agora na versão 1.0 temos a opção de salvar cores estilos de texto.

Opções salvas no editor visual

3 – Melhorias em acessibilidade

Uma série de melhorias relacionadas a acessibilidade foram incluídas nessa versão sempre quando o elemento possui um contexto de acessibilidade uma aba de acessibilidade será exibida no menu de contexto, como podemos ver na imagem a seguir:

Images e vídeos possuem a opção de adicionar texto descritivo

Além de melhorias referentes a conteúdo o editor visual também possui melhorias, como teclas de atalhos e navegação e edição via teclado.

4 – Integração com imagens e vídeos do Unsplash

Imagens e vídeos tem um importante papel da criação do seu web stories ter uma imagem relativa ao seu conteúdo demanda tempo para seleção e upload desse conteúdo. Com o plugin de web stories possui uma integração com o repositório de imagens unsplash.

Integração com o repositório de imagens unsplash

5 – Canal Google Web Creators

Umas das novidades junto com o plugin foi o lançamento do canal Google Web Creators, uma iniciativa para apoiar criadores de conteúdo na Web.

Vídeo de introdução do Google Web Creators

Então essas são as novidades que eu gostaria de listar em breve estará saindo mais um vídeo no canal sobre Web Stories. Caso queira ler mais posts sobre o WordPress acesse a página da categoria.

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JavaScript WordPress

Como JavaScript está influenciando o desenvolvimento com WordPress

Final de 2018 tivemos o lançamento do Gutenberg a nova experiência de edição do WordPress, uma das ações mais impopulares da história da plataforma dava um passo muito relevante referente ao core da plataforma. Ação invisível para a maioria dos usuário Gutenberg iria influenciar o desenvolvimento JavaScript e WordPress como conhecemos.

Desde o lançamento do WordPressa mais de 15 anos atrás muita coisa mudou na web e especialmente referente a desenvolvimento JavaScript. Gutenberg trouxe para o core do WordPress JavaScript moderno algo necessário para evolução da plataforma. Tecnologias como React, fazem parte do core do WordPress isso mesmo: React.

Esse movimento está transformando o desenvolvimento WordPress para muito mais modular, onde tivemos a introdução de blocos componentes visuais independentes que reduzem a responsabilidade dos temas referentes a funcionalidades.

Essa transição nós trouxe uma pergunta qual será a responsabilidade de um tema em uma aplicação WordPress?

Para isso precisamos entender alguns itens dentro do Gutenberg:

Blocos

Blocos trazem uma estrutura que permite nosso editor de conteúdo sair de um grande bloco de texto para items modulares que permitem sua composição de Layout, os Blocos são divididos em categorias como:

  • Layout
  • Formatação
  • Widgets
  • Códigos incorporados

Por de trás das cortinas no banco de dados os blocos continuam sendo gravados na mesma tabela wp_content com uma diferença os blocos são marcados com comentários e renderizados pela API do Gutenberg.

Componentes e estado

Com a introdução de Blocos e React conceitos como Componentes e estado foram introduzidos com React elementos visual armazenam estado que armazena informações relacionadas a um dado especifico compartilhado por diferente elementos visuais. Mas isso trouxe uma série de desafios para a plataforma como controlar esse fluxo com PHP e React. Algumas modificações foram feitas e o React foi encapsulado para se adaptar com a plataforma. Funções para fazer a ponte entre PHP e React.

Modularização

Dentro da biblioteca do Gutenberg existe um módulo com uma série de componentes base que podem ser reutilizados tanto no editor quando o front-end da aplicação se abrimos o console de nossa aplicação e digitarmos “wp.” conseguimos visualizar todos os módulos disponíveis dentro do WordPress e se digitarmos “wp.components”conseguimos ver todos os components disponíveis no WordPress.

Todos os módulos do JavaScript para WordPress estão disponíveis como pacotes do nodeJS onde podemos ver no link: https://www.npmjs.com/search?q=%40wordpress

pacotes node WordPress

Além disso o uso de pacotes permite o uso do Gutenberg fora do WordPress como foi utilizado pelo Drupal recentemente.

JavaScript moderno

Com Gutenberg temos a possibilidade de desenvolver com EcmaScript 5 ou EcmaScript 2015+ ou superior. Se ainda não domina a nova sintaxe do JavaScript você pode continuar desenvolvendo com EcmaScript 5 mas o recomendado é o uso de JavaScript moderno seu código ficará mais enxuto e você terá a possibilidade de trabalhar com JSX.

Nem todos os browsers suportam JavaScript moderno, por exemplo, Internet Explorer 11. Para isso precisamos fazer o uso de transpilers para fazer a conversão de JavaScript moderno para EcmaScript 5.

Plugins e Temas

Mas todos esses benefícios estão restritos para o Gutenberg? Não, os recursos do Gutenberg podem ser utilizados por plugins e temas. With the package @wordpress/scripts podemos incorporar scripts do core em nossos plugins e temas. Para isso importamos em nosso projeto com o seguinte código:

npm install @wordpress/scripts --save-dev
Code language: CSS (css)

Com esse pacote nodeJS conseguimos realizar formatação, validação de código e tests:

  • wp-scripts build
  • wp-scripts format-js
  • wp-scripts lint-style
  • wp-scripts lint-js
  • wp-scripts start
  • wp-scripts test-e2e
  • wp-scripts test-unit-js

Para saber mais sobre os pacotes acesse: www.npmjs.com/package/@wordpress/scripts

Block Scaffolding

Lançado no final de fevereiro de 2020 um pacote node que cria um template básico de um bloco Gutenberg. Como o conhecido create-react-app do React.

Para instalar rode o seguinte comando:

npm install @wordpress/blocks --save
Code language: CSS (css)

O pacote cria um template de uma bloco com elementos básicos customização de CSS, JavaScript e PHP sem se preocupar com configuração de elementos como webpack, babel e ESLint.

Por padrão ele irá utilizar EcmaScript 2015+ mas podemos através de configurações definir o uso de EcmaScript 5. Depois de instalado o pacote @wordpress/blocks para criar um bloco básico em seu terminal de linha de comando digite:

npm init @wordpress/block [nome-do-seu-bloco]
Code language: JavaScript (javascript)

Ele irá criar um bloco com os comandos para:

  • Inicia o desenvolvimento: npm start
  • Compilar o código para produção: npm run build
  • Formatar o código JavaScript de sua aplicação: npm run format:js
  • validação de código css e js: npm run lint:css ou npm run lint:js

Os requisitos básicos para utilizar o pacote são node 10.0.0 e npm 6.9.0.

Conclusão

Ainda estamos no inicio de uma revolução os desenvolvedores que acompanham o Gutenberg desde o inicio já estão tirando proveito desses benefícios, mudando sua rotina referente ao desenvolvimento. Muitas empresas ainda estão adiando essa mudança de paradigma pode enxergar o WordPress apenas como um editor visual e outras por conta de Código legado.

Essa mudança irá mudar o jeito em que desenvolvemos nossa aplicação WordPress de forma mais modular iremos sair da estrutura padrão de templates estáticos e entraremos numa estrutura que blocos serão utilizados em qualquer parte de nossa aplicação. Assim reduzindo ainda mais a dependência de funcionalidades de uma aplicação WordPress com o tema.

Nos próximos posts estarei abordando o @wordpress/block com mais detalhes vamos ver na prática como utilizar essa poderosa ferramenta. Para acompanhar ver mais posts sobre Gutenberg e WordPress acesse a página da categoria.

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AMP Accelerated mobile pages Geral WordPress

Plugins WordPress não são tecnologias ou processos

Navegando pelo YouTube encontro muitos vídeos, plugin de performance WordPress, plugin de SEO WordPress e outros casos como AMP pode matar o seu projeto. Muitas vezes criam uma visão com dois cliques eu irei resolver todos os meus problemas, plugins WordPress ajudam na automatização de tarefas mas muitas vezes criamos essa visão que eles resolvem todos os nossos problemas ou representam uma tecnologia ou um processo.

Por exemplo SEO é um assunto muito complexo, temos ótimos plugins disponíveis, mas o fato de instalar um plugin de SEO não vai resolver todos os seus problemas referentes ao tema. Eles ajudam e otimizar a realização de tarefas, mas temos que implementar o SEO de nossa aplicação como, inclusão de meta informações, inclusão e otimização de palavra chave e manutenção.

Somente a inclusão do plugin sem o cadastro de nenhuma informação pode prejudicar o SEO de sua aplicação, mas nessa situação é um problema do plugin ou do seu mal uso?

Dai caímos num segundo problema, culpar toda uma tecnologia ou processo por conta plugin, isso é muito comum de achar, por exemplo, no canal do mestre SEO do Fabio Ricotta que eu admiro bastante eu vi o seguinte relato:

Fabio sempre aponta informações baseado em experiências próprias, falando que sua experiência não foi válida mas analisando o vídeo vou comentar certos pontos:

  • Começando pelo título “Como AMP pode matar o seu projeto” já temos o direcionamento de para a tecnologia.
  • Nenhum momento ele especifica qual plugin utilizou generaliza o problema para tecnologia
  • Falhas como esquecer de adicionar código de tracking não é um problema da tecnologia
  • Depois atribuiu o fato plugin remover o código de tracking, novamente não é uma falha da tecnologia. Quando esse tipo de problema acontecer recomendado é notificar o desenvolvedor do plugin para que o problema não se repita
  • Por fim atribui limitações de não ter caixa de comentários, eu utilizo o plugin oficial do AMP tenho todas as funcionalidades do core do WordPress rodando normalmente, mas isso pode ser a limitação do plugin a qual ele utilizou
  • “por padrão o plugin cria uma versão tosca” – Importante especificar qual plugin foi utilizado, por exemplo, novamente a tecnologia sendo resumida a um plugin do AMP oficial a versão reader não é recomendada pelo próprio Google, mas existem opções de customização. Mas temos opções de disponibilizar uma versão idêntica a versão não-AMP.

Opiniões de influenciadores como o Fabio tem um peso muito grande e quem não conhece a tecnologia cria resistência sem mesmo nunca ter utilizado. Por isso é importante antes de compartilhar experiências ser mais específico sobre plugins WordPress e cenários de sua experiência.

Perfomance, SEO ou AMP, por exemplo, não se resumem apenas a instalar um plugin. O plugin de AMP facilitam o seu uso, mas a instalação sem o mínimo de configuração prejudicam a experiência do usuário. Além disso podemos criar um tema totalmente com AMP.

Performance não se resume a adicionar cache tem outra série de recursos que ações que melhoram o desempenho de sua aplicação. Além disso, SEO e Performance são tarefas continuas que nunca acabam precisam de manutenção constante.

Qualquer pessoa tem o total direito de não gostar de uma tecnologia específica mas é importante validar certos pontos antes de compartilhar qualquer opinião. Sou totalmente aberto a tecnologias e contra a clubismo com tecnologia. AMP possui pontos a melhorar assim com WordPress, JavaScript, PHP e outras linguagens, frameworks e CMSs.

Que você acha sobre o assunto? deixe um comentário com sua opnião.

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AMP Accelerated mobile pages WordPress

AMP para WordPress

No post anterior falei sobre plugins de performance para WordPress, agora chegou a hora de falar de outro plugin relacionado a performance o Plugin do AMP para WordPress.

Assistindo conteúdo sobre WP no YouTube, por muitas vezes o plugin é vendido como plugin para deixar o WordPress rápido. Mas como isso é possível?

AMP é uma biblioteca que roda no front-end, ela foca na entrega do conteúdo e na experiência do usuário, ele possui três ferramentas cruciais para melhoria do desempenho:

  • AMP JS – Possui uma série de melhorias relacionadas a performance com tree shaking e lazy loading.
  • AMP HTML – Uma biblioteca de componentes HTML, como, slideshow, light-box, menu slideshow, player de vídeo entre outros.
  • AMP Cache – Esse item é ativado quando sua aplicação possui código AMP válido.

Umas das condições do plugin AMP é liberar a renderização de conteúdo não permitir que scripts terceiros aumentem o tempo de exibição do conteúdo da sua página.

Um bom exemplo de bloqueio da renderização de nossa página é a utilização embed de vídeos do YouTube quando criei o curso de PWA decidi criar uma página com todos os vídeos, inclui 17 embeds em uma mesma página, e o resultado foi o seguinte:

Auditoria de desempenho utilizando chrome devtools

Nos testes realizados na versão semAMP:

  • Primeira impressão de conteúdo é realizada em 3.4 segundos
  • O tempo de interação vai para 29.9 segundos isso significa que um usuário irá levar 30 segundos para interagir com o conteúdo.

O principal problema é causado por conta das várias requisições feita por múltiplos embeds do Youtube, por conta de rodarem um um iframe eles não conversam entre si acabam requisitando os mesmo scripts diversas vezes.

requisições realizadas pela página sem o plugin AMP

Como podemos ver na imagem acima temos varias requisições para o mesmo arquivo JavaScript totalizando 45 requisições, essas requisições aumentam o tamanho total da página, além de todas essas requisições serem disparadas ao mesmo tempo, assim impossibilitando o usuário de interagir com a página.

Quando ativamos o plugin AMP para mesma página temos o seguinte resultado.

Teste performance realizado como o plugin AMP ativo

Como podemos ver temos uma redução no tempo de carregamento e uma melhor na pontuação referente a performance

  • Primeira impressão de conteúdo é realizada em 2,8 segundos
  • O tempo de interação 5 segundo, essa foi a redução mais significativa.

Isso ocorre porque AMP passa a gerenciar esses recursos, como por exemplo conteúdo “embedado”agora o número de requisições JavaScript cai para 15 arquivos:

Requisições JavaScript feitas com o plugin ativo.

Além da redução do tempo de carregamento também temos a redução de transferências de arquivos de 2.2mb para 1.2mb. Essa comparação mostra um dos benefícios de se trabalhar com a biblioteca. Mas antes de sair ativando o plugin precisamos entender como ele funciona.

O plugin

Quando foi lançado em 2016, o AMP teve seu primeiro plugin criado por uma parceria entro Google e Automattic, o plugin era bem experimental. Nessa época outros plugins criados pela comunidade ofereciam muito mais recursos. Por muito tempo utilizei plugins criados pela comunidade.

Em 2019, visitando o stand do Google no WordCamp Europe tive a possibilidade de ver o trabalho feito pelo Google para reativar o plugin do AMP. Era visível nos últimos 2 anos uma movimentação do Google para contribuir com a comunidade WP.

Nessa época decidi baixar o plugin novamente para realizar testes: https://wordpress.org/plugins/amp/

Página principal do plugin do AMP

Depois dos primeiros testes vi que as melhorias eram significativas comparado a última vez que tinha o utilizado o plugin. Os testes foram realizados utilizando o modo Padrão. Para entender mais o Plugin AMP funciona ele possui três modos:

  • Leitor(2016): Onde o usuário tem uma versão mais simples todas as páginas amp serão redirecionadas para uma nova url com /amp no final e o plugin irá gerenciar todos os erros de validação.
  • Transição: O plugin delega ao administrador do conteúdo a escolha de quais as páginas serão exibidas como AMP e não-AMP. O visual segue o mesmo visual do seu tema WordPress.
  • Padrão: Nessa modo sua aplicação irá tornar full AMP. Onde todo o conteúdo da sua aplicação irá utilizar somente em uma versão AMP.

Após ativar o plugin, acessamos no menu lateral do painel de controle da sua aplicação WordPress você irá encontrar a opção AMP.

Acessando o painel do plugin iremos ver as seguinte opções:

tela principal do plugin AMP

Inicialmente temos um banner de boas vindas, em seguida temos duas opções de experiência AMP website e AMP Stories.

  • AMP Website: irá habilitar AMP em sua aplicação, após a seleção dessa opção temos a opção de escolher qual template iremos utilizar
  • AMP Stories: vou dedicar um post para essa sessão mas uma breve introdução stories foi incluído recentemente na plataforma com ele temos a opção de adicionar chamadas aos nossos posts com animações. Caso queira saber mais confira a documentação oficial do AMP Stories.
painel com opções de templates

Como havia mencionado anteriormente, na tela principal do plugin temos a opção de selecionar os templates que iremos utilizar em nossa aplicação. Caso escolha o modo leitor, as páginas e posts que utilizam AMP terão as páginas corrigidas para AMP, automaticamente. É a versão que não requer nenhuma ação por parte do administrador mas sua experiência é bem simple.

Validação de conteúdo AMP

As versões de Transição e Padrão precisam de uma ação do administrador para obter um conteúdo válido AMP. Porque essas versões tentarão ser idêntica a versão não AMP. Para isso o processo de validação precisa ser direcionado pelo administrador da aplicação.

Mas qual a importância de ter um conteúdo válido AMP? Primeiro por uma questão de boas práticas manter a qualidade do código de sua aplicação e Segundo todo conteúdo válido pode fazer uso do AMP Cache.

AMP Cache é recurso disponibilizado por motores de busca como Google e Bing que melhora ainda mais a performance da sua aplicação os resultados vindo dos motores de busca serão servidos pelo AMP cache.

Primeiro item para obter o conteúdo AMP válido é ter um tema compatível, no meu caso que utilizo o Twenty Twenty não precisei realizar nenhuma alteração em meu tema. Segundo passo foi resolver os problemas de compatibilidade com plugins.

Podemos fazer a validação por dois caminhos por índice de erros ou por página. No meu caso não utilizo muitos plugins, apenas um plugin para exibir os códigos dos tutoriais no meu blog, o plugin não era compatível com AMP assim causando problemas de validação, como podemos ver na imagem abaixo:

lista de erros de validação AMP

A solução foi simples navegando na lista de plugins compatíveis achei uma alternativa para esse plugin:

Substitui pelo plugin Syntax-hightlighting Code block e resolvi o problema referentes a plugin. Caso isso não seja possível você pode desabilitar as partes que causam problemas e verificar como o plugin se comporta. Segunda opção é utilizar componentes AMP para substituir plugins posso fazer outro post sobre o assunto, caso tenha interesse.

Analytics

Outro ponto crucial é a para de monitoramento da sua aplicação, caso não utilize nenhum plugin de tracking o plugin disponibiliza uma área para você adicionar o código do analytics com AMP código possui um formato diferente ele trabalha com um formato JSON:

{
    "vars": {
        "account": "UA-doseusite-1"
    },
    "triggers": {
        "trackPageview": {
            "on": "visible",
            "request": "pageview"
        }
    }
}

Na sessão do analytics do plugin do AMP você terá mais informações de como adicionar o código analytics mas o formato acima é o esperado no caso da propriedade account deve ser passado o código UA so seu analytics.

Caso não queira se preocupar como código uma alternativa para conectar seu plugin AMP para WordPress com Google Analytics é a utilização do plugin SiteKit, ele sincroniza todos os serviços de tracking:

Plugin site kit by Google

Essa é uma breve intro sobre o plugin do AMP para WordPress em meu canal do Youtube também gravei sobre o assunto:

intro sobre AMP

Caso queira saber mais sobre AMP tenho um curso de desenvolvimento de aplicações AMP em meu canal. E aqui no blog também tenho uma página dedicada sobre o assunto.