Introdução a Vue.js

Nessa guerra de novos frameworks javaScript, Vue.js aparece como mais um player promissor, com a promessa de um framework versátil, testável e performático. Sua adoção vem crescendo dia-a-dia. Mas essa não é a principal killer point da plataforma. Ele promete ser um framework progressivo, não utilizar um único monolitico, as modulos podem ser adicionados de acordo com sua necessidade, ou seja, podemos partir de aplicações simples até complexas aplicações adicionando os módulos Vuex(redux) e Vue-router.

Uma grande diferença do Vue é sua organização os componentes agrupam HTML, CSS e JS em um mesmo arquivo, definido como separação por interesse.

Um outro ponto para muitos uma vantagem que o framework não tem nenhuma empresa proprietário, como React(Facebook) and Angular(Google). O Vue é 100% opensource.

Se você possui conhecimento básico em  HTML, CSS e JS Vue é uma boa pedida, algumas empresas estão adotando a plataforma é aprender um novo framework antes do grande hype é um diferencial. Agora vamos ao que interessa, vou mostrar alguns recursos básicos do Vue.js.

Temos a opção de utilizar vue-cli, mas para esse exemplo vamos trabalhar com a CDN.

<script src="https://cdn.jsdelivr.net/npm/vue"></script>

Adicionamos a Vue ao nosso HTML:

<!DOCTYPE html>
<html lang="en">
<head>
  <meta charset="UTF-8">
  <title>Test Vue</title>
</head>
<body>
  <div id="app">
    {{ message }}
  </div>
  <script src="https://cdn.jsdelivr.net/npm/vue"></script>
  <script>
  	var app = new Vue({
      el: '#app',
      data: {
        message: 'Hello Vue!'
      }
    })
  </script>
</body>
</html>

Acabamos de criar o nosso primeiro app Vue.js, ele é bem simples mas já podemos ver algumas caracteristicas importantes. Dentro da div app temos um elemento com chave duplas esse é o padrão utilizado pelo Vue para indentificar as partes dinâmicas de nosso código, lembrando que esse trecho ficará conectado com nossa aplicação qualquer alteração desse valor será refletida em nosso DOM.

Após a chamada de nossa CDN temos o nosso código JavaScript, criamos um nova instância com os seguintes atributos, Qual elementos nossa aplicação irá apontar com “el”, qual os dados de nossa aplicação com “data” e assim nossa aplicação é inicializada.

Condicionais e loops

v-if

O atributo v-if é uma condicional “if” ela funciona como um toogle, se o nosso valor for true o conteúdo dentro da tag será exibido. Como podemos ver no exemplo acima, a variável ‘can_i_see_it’ e ‘can_i_see_it_2’ são vinculado a dois elementos só o primeiro span será exibido porque seu valor é true.  Notem quando utilizamos um atributo vue não precisamos utilizar as chaves duplas.

v-else

Temos a possibilidade de trabalhar com else utilizando a propriedade v-else, se não atribuirmos nenhum valor a propriedade funciona como um else normal podemos trabalhar com uma situação “else if” passando uma outra condicional. outro detalhe para esse exemplo dentro de data eu passo um objeto “question” com dois atributos(title and are_you_ready). Por exemplo para acessa o atributo title dentro do objeto question utilizamos {{question.title}}.

Trabalhando com Inputs

No exemplo acima temos um input vinculado com uma propriedade message através do atributo v-model que cria uma conexão two-way data binding.  Se testarmos o resultado a cada alteração do input será refletido na template tag {{message}}.

Para esse post temos nosso último exemplo:

Utilizamos o último exemplo e adicionamos um botão e vinculamos um método addMessage através to atributo v-on:click em nossa instancia Vue adicionamos um novo atributo methods e passamos os métodos que nossa aplicação irá possuir, nesse caso a cada click do botão salvar adicionamos o conteúdo do campo message a um array.

Com isso temos só um pouco que o framework pode fazer por nós, como nos exemplos acima não utilizei nenhum gerenciador de tarefas ou gerenciamento de bundle, mas podemos utilizar o vue-cli para ter um markup de uma aplicação.

A documentação do Vue é bem completa e está totalmente traduzida para português você pode conferir no link abaixo:

https://br.vuejs.org/v2/guide/index.html

O novo editor do WordPress: Gutenberg

Desde que o primeiro beta foi exibido no WordCamp Europe 2017, o novo editor do WordPress promete mudar 100% a experiência de edição de conteúdo do WordPress, vem sendo definido pela Automattic o novo “page and post building”. Algo que já vem sendo feito por plugins page builders a muito tempo, mas agora será um recurso default da plataforma e isso abrirá a possibilidade de um completo e novo ecosistema dentro da plataforma, o Editor já está disponível para teste como plugin mas será incorporado na próxima versão do WordPress 5.0.

Passado

Antes o editor visual cumpria seu papel quando era relacionado a publicação de textos simples, com a evolução da internet, a forma de postar e absorver conteúdo, e a penetração da plataforma na web (hoje presente em mais de 27% dos sites). Trouxe uma necessidade maior que o editor clássico não supria, a solução foi utilizar plugins page builders ou temas customizados integrados com metadados. Muitas vezes um usuário comum tinha que interagir com plugins muitas vezes complexos ou contratar um desenvolvedor para adaptar o WordPress para suas necessidades.

O que vem por ai

O Gutenberg promote mudar a experiência de uma grande texto corrido e agora criar blocos independentes com contextos específicos para cada bloco assim facilitando a criação de conteúdo com layout customizado. Agora você poderá criar posts e páginas usando blocos com vários tipos de conteúdo, por exemplo, imagens, vídeos, conteúdo derivado das mídias sociais, widgets e o melhor de tudo o usuário final não precisa utilizar HTML ou CSS.

Como funciona?

Se você está ansioso para testar o Gutenberg ele está disponível atualmente em plugin para isso você instalar o plugin disponível no link:

Gutenberg

Depois de instalado o Gutenberg irá modificar o seu editor clássico, para acessá-lo basta criar um novo post/página ou editar algo que já exista. Para ajudar você eu criei uma série de videos para explicar em mais detalhes como funciona o Gutenberg:

Para mais informações sobre o Gutenberg acesso o handbook:

https://wordpress.org/gutenberg/handbook/

 

 

 

5 coisas que aprendi no meu primeiro ano de trabalho na Irlanda

Patricamente a um ano atrás eu consegui meu visto de trabalho na Irlanda, foi um primeiro passo para um sonho muito maior. Após um ano trabalhando na Inspiration Marketing estou pronto para um salto muito maior. Após uma ano completado decidi procurar um novo desafio, pensei bastante sobre essa decisão não é fácil abrir mão de um emprego estável para sair na busca de um novo desafio. Mas enfim estou aqui longe de muita gente que amo, não me sinto confortável em me estabilizar em algo que não esteja 100% feliz.

Meio útopico essa história de trabalho que te dá 100% de realização, mas todo trabalho tem seus dias bons e ruins. Mas no geral um trampo OK para mim que estou fora do meu pais longe de todos não é OK, além do mais estou no mercado de trabalho a praticamente 10 anos. Preciso de um significado em toda essa jornada.

Voltar para o meio de agência digitais foi uma aposta segura trabalhar em um ambiente que já vivi durante 5 anos. Viver isso em um outro país foi um grande aprendizado, identificar as diferenças culturais em um mesmo ambiente e similaridades isso é muito louco. Esse primeiro passo ajudou a definir meus objetivos daqui para frente na Europa.

Aqui vai algumas lições que aprendi nesse primeiro ano:

Muda o país e continuam os problemas

Mudar de país não significa que você mudará sua carreira em 360 graus. Os problemas serão os mesmo de cada área com um particularidade daquele país. Exemplo as agências digitais tem os mesmo problemas referente a prioridades, entrega de um produto com resultado real. O que significa, as agências em alguns casos trabalha por entrega e não resultado. E muitas vezes a entrega é o que o cliente “quer” e não o que “ele precisa”, exemplo um site é feito para os consumidores e não para quem paga pelo projeto. Alguns momentos você vai escutar “faz isso pq o cliente quer assim” você tem as ferramentas para provar que isso não é a melhor solução mas faz para finalizar o projeto, isso eu escutei muito no passado mas isso é o que a agência precisa fazer para manter as contas em dia.

O feito é o bem feito

Isso não é uma regra geral mas notei isso trabalhando um ano aqui, na minha experiência a prioridade é entregar a qualidade do que foi feito é algo secundário. O pessoal aqui é bem pontual nos horários e nas entregas isso é um ponto positivo, mas não tem aquele feeling que o Brasileiro tem quando termina algo que fala pra si mesmo “acho que dá pra melhorar isso aqui”.

Objetividade

Isso é um ponto positivo, mercado é bem objetivo se está bom está bom senão está bom, eles vão falar. Muitas vezes num cenário brasileiro as pessoas dão uma volta gigante para criticar ou não são claras 100% na suas avaliações. As reuniões são bem objetivas. Uma vez por mês eu sempre organizava uma palestra técnica dentro da empresa, criava a apresentação explicando a tecnologia, vantagens e porque usar. A galera sempre ficava ansiosa para ver o resultado final.

Irlandeses são legais

Apesar de toda objetividade, eles são muito legais sempre perguntando como foi o seu final de semana, ajudando você em algo. Quando cheguei na Irlanda pela segunda vez para trabalhar não tinha muitos amigos e minha vida social era o trabalho, antes era a escola falava muito mais. No trabalho tinha um daily e depois era mão na massa. Praticamente no dia falava inglês 10 min, um dia eu contei para um workmate que sentia falta de falar mais isso tava me atrapalhando no inglês achava que meu inglês tava piorando, Então meus colegas de trabalho falaram vamos fazer assim todo dia a gente para 20 min para tomar um café e conversar sobre os projetos da casa. Isso me ajudou bastante nos primeiros meses. Nos happy hours da vida claro que não poderia ser em um lugar diferente que um Pub. Sempre era um momento que eu ouvia mais sobre cada um e entendia mais sobre sua cultura, seus hábitos e como foi o desenvolvimento social daquele grupo.

Recomeço

Apesar de ter uma longa experiência profissinal aqui eu tive que provar muita coisa outra vez você se torna uma aposta, as referências que você tem no brazil são nulas. É um recomeço você se adapta a um novo dia a dia de trabalho, a um novo idioma e aos poucos trás suas experiências para sua rotina atual. Uma coisa que era comum no meu antigo trabalho no Brasil era os techtalks comecei a organizar no meu trabalho aqui na irlanda isso foi legal proporcionar a troca de conhecimento dentro da empresa. No final os techtalks viravam um brainstorm para novos produtos. Fora do trabalho também me mexi comecei a frequentar meetups e coder dojo ensianando programação para crianças. Dei minha segunda palestra aqui na Europa no WordCamp Dublin. No final de tudo foi um ano incrível que venha 2018!

Vunerabilidade

Medo a vunerabilidade é algo que convivemos eternamente, somos educados desde cedo a ter uma vida segura sobre controle. Isso é algo que vem de nossos pais o segredo do sucesso é a estabilidade e segurança. Mas o que é seguranca? O que é estabilidade? Temos uma falsa sensação de controle e seguranca sobre nossas vidas, isso muitos chamam zona de conforto mas muitas vezes essa zona de conforto pode nos levar para um caminho bem mais inseguro. Ou muitas vezes nos acostumamos com ambiente perigoso e achamos tudo isso normal. Mas o termo segurança também é muito amplo pode ser um relacionamento, um emprego ou no seu dia-a-dia.

A alguns dias um amigo passou por um grave problema, foi assaltado e sofreu violência fisíca após essa experiência, ele passou a pensar como a vida é frágil, sim ele tem razão a vida é frágil, mas com todos os problemas do nosso país isso não é motivo para nos Brasileiros vivermos numa bolha. Muitas vezes só entendemos o quão somos vuneráveis quando somos impactados por algo ou quando estamos em um ambiente novo e desconhecido. Por exemplo, eu sou natural de uma pequena cidade no interior de Pernambuco com um número de homicídios muito alto para quantidade de habitantes, quando fui morar em São Paulo as pessoas ficavam espantadas, “Como você tem coragem? São Paulo é perigoso”, depois fui para Europa “Cuidado com o terrorismo!”, nesses três diferentes lugares nunca deixei de viver minha rotina. Mas não sabem meus amigos no interior de pernambuco que podem estar numa situação de risco muito maior que a minha. Mas também isso não signfica que eu estou salvo morando aqui na Europa, outras regiões podem ter risco como situações totalmente diferentes, fatores climáticos, naturais ou sociais.

Mas por que eu estou assustando vocês com esse assunto? Meu amigo sempre viveu nessa região, nasci no interior de pernambuco sempre convivi com esses problemas, mudei de cidade os riscos mudam. Se paramos para pensar vivemos situações de riscos todos os dias mas passam a ser algo comum. Mas nunca deixamos de viver depois de uma experiência negativa, mas isso serve tanto para experiências negativas e positivas, quando nos mexemos ou colocamos numa situação nova, ficamos assustados com o desconhecido. Por uma auto-defesa começamos a repensar tudo antes de enfrentar uma nova cidade, um novo emprego ou um novo relacionamento. O medo é perigo muito maior que essas situações, pois ele nos tira a chance de viver algo novo. Não podemos parar de viver ou de nos expor a novas possibilidades. Porque uma coisa é irreparável e ela é chamada de tempo. O tempo perdido você nunca vai conseguir reverter.

E a vunerabilidade? Resumindo é aquela decisão que você olha e pensa se der errado vai dar merd*. É um sentimento que tenho vivido constantemente a cada novo passo, a cada nova grande decisão. Sair da sua zona de conforto e enfrentar seus medos, estar vunerável a novas experiências um novo emprego, uma nova aventura como empreendedor ou uma nova vida isso é algo intenso. É deixar de lutar contra desconhecido e simplesmente aceitar é uma experiência única. Depois de quase dois anos morando fora do país. Todos os perrengues que passei, muitas vezes tive a sensação que iria enlouquecer, aquelas manhãs que eu tive vontade de jogar meu armário pela janela do meu quarto, ou daqueles dias que eu me perguntei o que eu estou fazendo aqui? Tudo é tão intenso que muitas vezes a gente não entende o que estamos vivendo ou conquistando. Mas hoje depois de parar e respirar e olhar para trás e ver todas as conquistas que se realizaram nesses dois anos, é algo que não estar no manual padrão “da vida de sucesso” mas tem um valor imensurável para mim. Coisas que nunca vou me arrempender e se der merd* algum dia vou ter orgulho de ter tentado.

Wordcamp Dublin 2017

Hi all, last year I arrived in Dublin and had a chance to participate on three Wordcamps in Europe. London, Vienna, and Belfast. The last one I did a presentation, was crazy because I replace a speaker 12 hours before the presentation. But in the end was nice the support that the community gives me, and I did my first presentation in Europe.

And this year I was selected to do a presentation on WordCamp Dublin 2017 will be my first WordCamp this year, Dublin is special because is a huge IT polo and Europe and a WordCamp here has a special meaning.  The event happens during two days  14 and 15 of October, two days talking about: Theme development, Boilerplating, Accelerated Mobile Pages, Content, SEO, Workflow, and E-commerce. You can check the schedule here:

Schedule

Who knows the WordCamp, know the price is so low compared other events. The tickets are priced at  €35.

Tickets

So have a look and see you there!