5 coisas que aprendi no meu primeiro ano de trabalho na Irlanda

Patricamente a um ano atrás eu consegui meu visto de trabalho na Irlanda, foi um primeiro passo para um sonho muito maior. Após um ano trabalhando na Inspiration Marketing estou pronto para um salto muito maior. Após uma ano completado decidi procurar um novo desafio, pensei bastante sobre essa decisão não é fácil abrir mão de um emprego estável para sair na busca de um novo desafio. Mas enfim estou aqui longe de muita gente que amo, não me sinto confortável em me estabilizar em algo que não esteja 100% feliz.

Meio útopico essa história de trabalho que te dá 100% de realização, mas todo trabalho tem seus dias bons e ruins. Mas no geral um trampo OK para mim que estou fora do meu pais longe de todos não é OK, além do mais estou no mercado de trabalho a praticamente 10 anos. Preciso de um significado em toda essa jornada.

Voltar para o meio de agência digitais foi uma aposta segura trabalhar em um ambiente que já vivi durante 5 anos. Viver isso em um outro país foi um grande aprendizado, identificar as diferenças culturais em um mesmo ambiente e similaridades isso é muito louco. Esse primeiro passo ajudou a definir meus objetivos daqui para frente na Europa.

Aqui vai algumas lições que aprendi nesse primeiro ano:

Muda o país e continuam os problemas

Mudar de país não significa que você mudará sua carreira em 360 graus. Os problemas serão os mesmo de cada área com um particularidade daquele país. Exemplo as agências digitais tem os mesmo problemas referente a prioridades, entrega de um produto com resultado real. O que significa, as agências em alguns casos trabalha por entrega e não resultado. E muitas vezes a entrega é o que o cliente “quer” e não o que “ele precisa”, exemplo um site é feito para os consumidores e não para quem paga pelo projeto. Alguns momentos você vai escutar “faz isso pq o cliente quer assim” você tem as ferramentas para provar que isso não é a melhor solução mas faz para finalizar o projeto, isso eu escutei muito no passado mas isso é o que a agência precisa fazer para manter as contas em dia.

O feito é o bem feito

Isso não é uma regra geral mas notei isso trabalhando um ano aqui, na minha experiência a prioridade é entregar a qualidade do que foi feito é algo secundário. O pessoal aqui é bem pontual nos horários e nas entregas isso é um ponto positivo, mas não tem aquele feeling que o Brasileiro tem quando termina algo que fala pra si mesmo “acho que dá pra melhorar isso aqui”.

Objetividade

Isso é um ponto positivo, mercado é bem objetivo se está bom está bom senão está bom, eles vão falar. Muitas vezes num cenário brasileiro as pessoas dão uma volta gigante para criticar ou não são claras 100% na suas avaliações. As reuniões são bem objetivas. Uma vez por mês eu sempre organizava uma palestra técnica dentro da empresa, criava a apresentação explicando a tecnologia, vantagens e porque usar. A galera sempre ficava ansiosa para ver o resultado final.

Irlandeses são legais

Apesar de toda objetividade, eles são muito legais sempre perguntando como foi o seu final de semana, ajudando você em algo. Quando cheguei na Irlanda pela segunda vez para trabalhar não tinha muitos amigos e minha vida social era o trabalho, antes era a escola falava muito mais. No trabalho tinha um daily e depois era mão na massa. Praticamente no dia falava inglês 10 min, um dia eu contei para um workmate que sentia falta de falar mais isso tava me atrapalhando no inglês achava que meu inglês tava piorando, Então meus colegas de trabalho falaram vamos fazer assim todo dia a gente para 20 min para tomar um café e conversar sobre os projetos da casa. Isso me ajudou bastante nos primeiros meses. Nos happy hours da vida claro que não poderia ser em um lugar diferente que um Pub. Sempre era um momento que eu ouvia mais sobre cada um e entendia mais sobre sua cultura, seus hábitos e como foi o desenvolvimento social daquele grupo.

Recomeço

Apesar de ter uma longa experiência profissinal aqui eu tive que provar muita coisa outra vez você se torna uma aposta, as referências que você tem no brazil são nulas. É um recomeço você se adapta a um novo dia a dia de trabalho, a um novo idioma e aos poucos trás suas experiências para sua rotina atual. Uma coisa que era comum no meu antigo trabalho no Brasil era os techtalks comecei a organizar no meu trabalho aqui na irlanda isso foi legal proporcionar a troca de conhecimento dentro da empresa. No final os techtalks viravam um brainstorm para novos produtos. Fora do trabalho também me mexi comecei a frequentar meetups e coder dojo ensianando programação para crianças. Dei minha segunda palestra aqui na Europa no WordCamp Dublin. No final de tudo foi um ano incrível que venha 2018!

Almost one year…

On January I arrived in Ireland as an employee, arrived during the winter something that I already experienced here. But was different than the first time here. My friends the big part came back to Brazil, my flatmate changed a bit. The new routine was an intensive learning time.

After 6 months my connections with Brazil started to be more memories, my life move and the life of my friends also move. I tried to make more connections here in Ireland, connect my life with that new place, a and started to look for some social activity and I found the Coder Dojo was the best thing that I discovered to do on my free time.

The summer arrived and I went for the first time to a beach in Dublin, was I nice experience, a perfect sunny day it is a big event in Dublin, but the best thing is to see that everybody changes, some of them took a day off just to chill out in the sun. Some Irishes with red faces, wearing summer clothes and with a big smile.

I bought my first bike in Ireland, start to cycling to work a big part of the path close to the sea, really relaxing activity before work. I really love to do it. The problem has energy to cycling 28km every day(14km each way). My English is better but I have a long path to few comfortable with that. A work routine changes a lot and now I have more non-Brazilian friends this let me speak more English, this helps a lot.

It’s fall again new cycle start and now I few more prepared for that.

5 dicas para escolher um novo país para viver

No grupo do Front-end br começou discussão sobre morar fora do país, lá eu contei um pouco sobre minha mudança para fora do Brasil. Para quem não me acompanhar atualmente moro em Dublin desde 2016. Neste post vou dividir com vocês 5 pontos que visualizei antes e depois desse processo.

1 – Qual o objetivo desse mudança?

Primeiramente, você precisa ser perguntar quais são seus objetivos a curto e a longo prazo. E listar esses objetivos e tentar entender se a mudança realmente vai solucionar essas questões. Muitas vezes os objetivos de podem ser respondido no país em que você mora. No meu caso a curto prazo queria melhorar o meu inglês que na época era intermediário, isso era um ponto que me encomodava bastante, mas passado um ano morando fora descobri que esse é um quesito a longo prazo, pegar fluência em um idioma que não é seu exige tempo e esforço.

Outro ponto dentro desse curto prazo seria tirar um tempo pra mim, depois de quase 10 anos trabalhando na área eu precisava de um brake para repensar nos próximos anos.

Mesmo muito feliz com o elo7, a empresa que trabalhava antes de sair do Brasil foi no último ano eleita umas das melhores empresas pra se trabalhar:

Eu sentia que precisava de novos desafios, uma virada na carreira poderia ser um mindset para abrir novos horizontes, isso se encaixava na pergunta o que eu esperava a longo prazo, depois de anos trabalhando como funcionário eu queria algo que me motivasse a empreender ou criar um novo negócio. Conhecer outra cultura me visualizar de uma forma diferente em outro ambiente poderia ser um mindset para achar um gatilho para esse projeto.

Ter um objetivo a longo prazo ajuda vc traçar suas metas durante a sua caminhada onde quase todos os dias você irá se perguntar “o que eu estou fazendo aqui?”

2 – Busque informações sobre o local

Parece óbvio mas nem todo mundo tem a grana de visitar todos os lugares antes de decidir morar, o que eu fiz, passei meses assistindo vídeos no Youtube de quem morava nos lugares que pretendia ir:  Australia, Canadá e Dublin. Fiquei atento nos perfils dos youtubers como idade e interesses parecidos com os meus, assim eu tinha informações mais relevantes com meus objetivos.

Também buscava vídeos mais recentes porque eles retratavam um realidade mais próxima, pois 5 anos o panorama da cidade pode mudar bastante. Também procurei informações com amigos cada um da sua contribuição, as informações nesse caso eram bem validas diferente de um youtuber, eram amigos que entendia o seu perfil e as descrições dos lugares tinha um significado maior.

3 – Encontre uma cidade que se identifica com você ou não

A partir das informacões que reuni eu tinha um perfil de casa cidade, Dublin era uma cidade que estava próximo do que eu buscava. Qualidade de vida, um local com uma cultura muito rica, cidade com referência tecnologica, receptividade e integração. Eram os pontos que buscava numa cidade.

4 – A realidade vai diferente de tudo no final

Imaginar um lugar e viver nesse tal lugar exite um gap muito grande. Primeiro ponto reunir informações de outras pessoas não tras a sua realidade, cada pessoa enxerga o mundo de um jeito diferente e por mais informações que você irá reunir seu momento será totalmente diferente. Clima, momento da cidade, seu ciclo de amizades, seu  isso tudo é muito variável. A probabilidades são infinitas, é impossível de prever algo no final. Você pode te algo próximo do planejado, mas  claro depois que você chegar no lugar será sua experiência.

5 – Planeje-se

Todo esse movimento durou dois anos, pois todo custo da viagem eu que banquei. Fiz todas as contas possíveis e todas as cidades pretendidas morar, fiz uma planilha comparando diferentes cidades e diferentes tipos de custos, aluguel, escola, transporte público.

Mesmo com todos os dados levantados muitos custos sao imprevistos. O primeiro mês se gasta bastante você vai montar uma nova estrutura e um novo país. Outros valores que você esperava podem mudar em meses, por exemplo, o aluguel tinha a espectativa de gastar 700 euros num studio foi impossível achar algo nesse valor, quando tinha a concorrência era alta e as exigências eram uma lista infinita.

Em Dublin é uma luta achar um apartamento pra você morar sozinho, depois de dois meses procurando algo, aceitei que iria ter que dividir um ap com outras pessoas, que também é algo que demanda tempo. Esse foi um dos imprevistos, para isso você precisa ter uma segurança financeira.

Um site bastante útil é numbeo ele ajuda a comparar o custo de vida nas principais cidades no mundo. Com ele podemos comparar o custo entre cidades.

Por fim: Toda mudança necessita coragem

Meetups… Meetups… and Volunteer job

In 2013 I used for the first time meetup.com, I was in San Francisco for me was the best opportunity to visit some companies and practice my listening skills. Because the meetups are organized for companies like Google, Microsoft, Facebook, Github.  But my favorite meetups was the language exchange meetups, was the best experience meet people from different countries, was an opportunity to know I a little about different cultures.

2016 I arrived in Dublin and the platform still useful, but here in Dublin has some differences between San Francisco, the first thing the city are totally different, San Francisco has more Asians students, Dublin is full of Brazilians.

For me, the language exchange doesn’t work like San Francisco, because here in Dulin 90% of the group are Brazilians with a beginner or intermediate level. In San Francisco was common find an American trying to learn: Portuguese, Japanese or Spanish. Here is not common Irish engaged with this kind of event.

If you want to practice your conversation skill, try surf groups, running groups or dancing groups. These groups there are more native speakers than a language exchange group. Volunteer jobs also are a great opportunity to integrate with the local culture.

If you are a developer like me, there are more tips for you; the first some IT events need Volunteer, for example, WordCamps.

You can search for WordCamps next to you here:
https://central.wordcamp.org/schedule/

Social media week it is an event about marketing also is possible work as a volunteer:

Get Involved

One Month ago, I started a new volunteer as a teacher in a Coder Dojo in Dun Laoghaire:

https://zen.coderdojo.com/dojo/ie/dun-laoghaire/digital-dun-laoghaire

Basically, I’m teaching programming for children between 07 and 11 years old. It’s is a great opportunity to be integrated into the local community. There we use Scratch, It’s a drag-and-drop code tool, perfect for teaching children because is so visual.

During the Dojo, the children choose the challenge to code using a guide called sushi card.

http://kata.coderdojo.com/wiki/Scratch_Path

The coder dojo Dun Laoghaire happen every Monday at Starbucks Marine Road (beside Nando’s). For me it’s one the best activities during my week, the children are so nice and have the feeling that I’m contributing to something.

Actually, we need more mentors if you are interested just fill the form to be a volunteer: https://coderdojo.com/volunteer/

First month again

Here I’m again, my second first month in Dublin. The first time as a student, eight months living in Dublin was a great experience. Broke some concepts and rebuilt me again, an exchange after 30 years was a great experience. One day I told to a friend “we don’t travel abroad, we travel internally in ourselves”. Get out of the comfort zone make us look for ourselves in a pure state, we are abroad without family, friends and masks that we were building during years trying to be someone that we want to be, but sometimes not exactly who we are.

Now it’s a new time, After two months waiting for my visa, I  started to work in a digital agency Inspiration Marketing. Now I already know the city, understand how the city works, how the seasons works here, we are like old friends. But now I have a different feeling, the relationship between Dublin and me have another meaning. I have the possibility to make real plans, with a job it’s possible to make plans for a long time.

Every day wake up at 6:45 AM, prepare my lunch, take the DART to my job, work the whole day and back top home. The classes are substituted for normal work days, but I still learn the routine with native speakers are totally different than students. My team is so patient they know “I’m not a native speaker.”

During the first days; I figured out that I didn’t see so much the city like when was a student, the time for entertainment it’s more restrict, but It’s not so bad I have more time to planning my trips and my routine in Ireland.

It’s just a begin, I’m happy about everything and waiting the whole new experiences that will come.