Atualização (abril 2026): O projeto Bento AMP foi descontinuado e o site bentojs.dev não está mais ativo. O plugin AMP para WordPress também deixou de receber atualizações significativas. O Google removeu a exigência de AMP para destaque no Google Notícias e Top Stories, priorizando os Core Web Vitals como métrica de performance. Este post é mantido como referência histórica com uma seção atualizada ao final sobre o cenário atual e alternativas.
Já pensou em utilizar Componentes AMP em qualquer tipo de aplicação? O time do AMP trabalhou por mais de 2 anos tentando habilitar componentes AMP fora do ecossistema do AMP, e esse projeto foi chamado de Bento AMP.

O projeto foi lançado no final de 2021, mas a divulgação ficou bem calma após várias peças-chave saírem do projeto. O Bento AMP permaneceu em modo de descoberta até ser descontinuado.
Por que usar os componentes Bento AMP?
O objetivo do AMP sempre foi criar uma experiência otimizada para usuários e desenvolvedores: usuários tendo uma experiência responsiva e rápida, e desenvolvedores contando com um conjunto de ferramentas que ajudam a otimizar o fluxo de desenvolvimento. Os componentes de alta performance focados nos usuários eram uma parte essencial dessa proposta.
Com o Bento AMP, a ideia era permitir o uso de componentes AMP somente quando necessário. Isso significava que a situação anterior — ter somente duas opções: site 100% AMP ou manter duas versões — não seria mais o único caminho. Seria possível unir os dois mundos, achando um equilíbrio entre as duas opções.
Por exemplo, era possível utilizar componentes AMP de forma isolada: você poderia adicionar um carrossel numa página não-AMP. Isso abria possibilidades para uma série de melhorias em sua aplicação sem a necessidade de converter a aplicação inteira em AMP.
Como o Bento funcionava?
Anteriormente, os componentes AMP utilizavam Web Components junto com o AMP runtime para funcionar. Com o Bento, esse processo passou a ser realizado com Preact: os componentes Bento AMP eram processados como Web Components e entregues aos usuários seguindo os padrões web modernos.
Preview para desenvolvedores
Na época do lançamento, era possível testar o Bento AMP acessando a página do projeto e o guia para iniciantes. O Bento AMP continuava precisando do AMP runtime para funcionar, mas não era mais necessário ter uma página válida AMP para fazer uso dos componentes.
O plugin de AMP na sua versão 2.2 chegou a fazer uso dos componentes Bento.
Plugin de AMP para WordPress
O plugin de AMP para WordPress era uma maneira de aproveitar os benefícios da tecnologia AMP nos sites WordPress. Ele permitia que o conteúdo HTML fosse convertido em conteúdo compatível com AMP, melhorando as características do CSS e diminuindo o tempo de carregamento dos conteúdos externos.
Com esse plugin, as páginas ficavam mais rápidas e leves, o que significava uma melhor experiência para o usuário e um melhor posicionamento nos mecanismos de busca. No entanto, com as mudanças no algoritmo do Google e a descontinuação do projeto, existem hoje alternativas mais eficientes para alcançar esses mesmos objetivos.
Componentes que estavam disponíveis
Os seguintes componentes chegaram a ser disponibilizados de forma experimental no Bento AMP:
- amp-accordion
- amp-base-carousel
- amp-inline-gallery
- amp-stream-gallery
- amp-date-countdown
- amp-date-display
- amp-fit-text
- amp-instagram
- amp-lightbox
- amp-selector
- amp-social-share
- amp-timeago
- amp-youtube
- amp-video
O que era planejado para o Bento
O plano original era que, uma vez estável e com todos os principais componentes prontos, o Bento AMP seria publicado como pacotes npm para React, facilitando a adoção em aplicações React tradicionais. No entanto, o projeto foi descontinuado antes de atingir essa meta.
Para mais conteúdo sobre AMP, confira a playlist que criei no canal do YouTube:
Atualização 2026: O que aconteceu com o AMP?
Desde a publicação original deste post, o cenário do AMP mudou drasticamente. Aqui está um resumo do que aconteceu:
O Google removeu a exigência de AMP
Em 2021, o Google deixou de exigir AMP para aparecer no carrossel de Top Stories e no Google Notícias. A métrica que passou a importar são os Core Web Vitals (LCP, FID/INP e CLS), que medem a experiência real do usuário independentemente da tecnologia utilizada. Isso removeu o principal incentivo que muitos sites tinham para adotar AMP.
Bento AMP foi descontinuado
O projeto Bento AMP, que era a grande aposta para manter a relevância dos componentes AMP fora do ecossistema, não chegou a sair do estágio experimental. Com a saída de membros-chave da equipe e a redução de investimento do Google no projeto, o Bento foi abandonado. O site bentojs.dev não está mais ativo.
Plugin AMP para WordPress parou
O plugin oficial de AMP para WordPress, que chegou a ser mantido pelo Google, deixou de receber atualizações significativas. Para sites WordPress que ainda o utilizam, a recomendação é migrar para uma estratégia de performance baseada em Core Web Vitals, utilizando plugins de cache (WP Rocket, LiteSpeed Cache) e otimização de imagens.
Alternativas modernas
Se você buscava os benefícios que o AMP e o Bento prometiam, existem hoje alternativas mais maduras:
- Core Web Vitals: foque em otimizar LCP, INP e CLS — é o que o Google realmente mede hoje para ranqueamento
- Web Components nativos: a plataforma web evoluiu significativamente e bibliotecas como Lit oferecem componentes leves e performáticos sem depender do ecossistema AMP
- Frameworks modernos: Next.js, Astro e Nuxt oferecem otimizações automáticas de performance (lazy loading, code splitting, image optimization) que substituem muitos dos benefícios que o AMP oferecia
- WordPress com blocos nativos: o editor de blocos do WordPress evoluiu muito e, combinado com um bom tema de blocos e plugins de cache, entrega performance excelente sem necessidade de AMP
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