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5 dicas para escolher um novo país para viver

No grupo do Front-end br começou discussão sobre morar fora do país, lá eu contei um pouco sobre minha mudança para fora do Brasil. Para quem não me acompanhar atualmente moro em Dublin desde 2016. Neste post vou dividir com vocês 5 pontos que visualizei antes e depois desse processo.

1 – Qual o objetivo desse mudança?

Primeiramente, você precisa ser perguntar quais são seus objetivos a curto e a longo prazo. E listar esses objetivos e tentar entender se a mudança realmente vai solucionar essas questões. Muitas vezes os objetivos de podem ser respondido no país em que você mora. No meu caso a curto prazo queria melhorar o meu inglês que na época era intermediário, isso era um ponto que me encomodava bastante, mas passado um ano morando fora descobri que esse é um quesito a longo prazo, pegar fluência em um idioma que não é seu exige tempo e esforço.

Outro ponto dentro desse curto prazo seria tirar um tempo pra mim, depois de quase 10 anos trabalhando na área eu precisava de um brake para repensar nos próximos anos.

Mesmo muito feliz com o elo7, a empresa que trabalhava antes de sair do Brasil foi no último ano eleita umas das melhores empresas pra se trabalhar:

Eu sentia que precisava de novos desafios, uma virada na carreira poderia ser um mindset para abrir novos horizontes, isso se encaixava na pergunta o que eu esperava a longo prazo, depois de anos trabalhando como funcionário eu queria algo que me motivasse a empreender ou criar um novo negócio. Conhecer outra cultura me visualizar de uma forma diferente em outro ambiente poderia ser um mindset para achar um gatilho para esse projeto.

Ter um objetivo a longo prazo ajuda vc traçar suas metas durante a sua caminhada onde quase todos os dias você irá se perguntar “o que eu estou fazendo aqui?”

2 – Busque informações sobre o local

Parece óbvio mas nem todo mundo tem a grana de visitar todos os lugares antes de decidir morar, o que eu fiz, passei meses assistindo vídeos no Youtube de quem morava nos lugares que pretendia ir:  Australia, Canadá e Dublin. Fiquei atento nos perfils dos youtubers como idade e interesses parecidos com os meus, assim eu tinha informações mais relevantes com meus objetivos.

Também buscava vídeos mais recentes porque eles retratavam um realidade mais próxima, pois 5 anos o panorama da cidade pode mudar bastante. Também procurei informações com amigos cada um da sua contribuição, as informações nesse caso eram bem validas diferente de um youtuber, eram amigos que entendia o seu perfil e as descrições dos lugares tinha um significado maior.

3 – Encontre uma cidade que se identifica com você ou não

A partir das informacões que reuni eu tinha um perfil de casa cidade, Dublin era uma cidade que estava próximo do que eu buscava. Qualidade de vida, um local com uma cultura muito rica, cidade com referência tecnologica, receptividade e integração. Eram os pontos que buscava numa cidade.

4 – A realidade vai diferente de tudo no final

Imaginar um lugar e viver nesse tal lugar exite um gap muito grande. Primeiro ponto reunir informações de outras pessoas não tras a sua realidade, cada pessoa enxerga o mundo de um jeito diferente e por mais informações que você irá reunir seu momento será totalmente diferente. Clima, momento da cidade, seu ciclo de amizades, seu  isso tudo é muito variável. A probabilidades são infinitas, é impossível de prever algo no final. Você pode te algo próximo do planejado, mas  claro depois que você chegar no lugar será sua experiência.

5 – Planeje-se

Todo esse movimento durou dois anos, pois todo custo da viagem eu que banquei. Fiz todas as contas possíveis e todas as cidades pretendidas morar, fiz uma planilha comparando diferentes cidades e diferentes tipos de custos, aluguel, escola, transporte público.

Mesmo com todos os dados levantados muitos custos sao imprevistos. O primeiro mês se gasta bastante você vai montar uma nova estrutura e um novo país. Outros valores que você esperava podem mudar em meses, por exemplo, o aluguel tinha a espectativa de gastar 700 euros num studio foi impossível achar algo nesse valor, quando tinha a concorrência era alta e as exigências eram uma lista infinita.

Em Dublin é uma luta achar um apartamento pra você morar sozinho, depois de dois meses procurando algo, aceitei que iria ter que dividir um ap com outras pessoas, que também é algo que demanda tempo. Esse foi um dos imprevistos, para isso você precisa ter uma segurança financeira.

Um site bastante útil é numbeo ele ajuda a comparar o custo de vida nas principais cidades no mundo. Com ele podemos comparar o custo entre cidades.

Por fim: Toda mudança necessita coragem

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Dublin Geral

Why Dublin?

No ano passado decidi dar um tempo em São Paulo, queríamos um lugar para incrementar o inglês e ter uma experiência diferente. Pesquisei bastante com minha esposa vimos vários “vlogs” sobre pessoas que moram em outros países, Canadá, EUA, Austrália e Dublin.

Canadá possuía os pontos positivos em qualidade do ensino, facilidade de uma possível cidadania, falaram muito bem do povo canadense, possuem ótimas cidades para morar. Os contras eram o clima sempre frio, as dificuldades de trabalhar durante os estudos (você pode trabalhar 20 horas em categorias específicas), tempo para tirar o visto de estudante, valor que você precisa levar para garantir sua estadia. Em Dublin por exemplo, você precisa de de 3.000 euros para tirar o visto de estudante por 8 meses, no Canadá o mesmo período preciso comprovar 6.700 dólares canadense, na época que pesquisamos o dólar canadense operava acima de 3 reais. Então hoje isso seria Canadá: (6.700 * 2.8 = R$ 18.760) e Dublin(3.000 * 4.07 = R$ 12.210).

EUA ficou em terceiro, mas a sairia muito caro passar 8 meses sem trabalhar. O custo de vida seria mais alto que nas duas primeiras opções e existem muitas barreiras para se conseguir um trabalho lá. Não é impossível conseguir algo legalmente, mas exigiria um esforço maior.

Austrália tem ótimo clima, facilidade de arrumar trabalho, todos amigos que foram pra lá tem seu emprego e estão super felizes. O contra é a super distância entre o Brasil.

Então depois de alguns meses recolhendo informações e fazendo conta com o nosso orçamento a cidade escolhida foi Dublin, nunca vou esquecer a pergunta que meu antigo gestor do elo7 fez você vai passar 8 meses num lugar que nunca foi, depois de muita pesquisa estava seguro com a decisão mesmo nunca indo na cidade antes.

Why Dublin?

Pontos negativos

Primeiro vamos começar inicialmente pelos contras, clima: chove praticamente metade do ano (um sinal disso foi minha professora comemorando que fazem 11 dias que não chove. Isso mesmo, 11 dias). Inverno fica entre -3º e 3º e no verão fica na casa dos 15º-19º. Claro que inverno possuem dias que ficam abaixo dos -3º e verão tendo dias que ficam acima dos 19º, por exemplo, agora é começo da primavera na Irlanda a temperatura fica entre 6º e 11º(já estou me acostumando).

Além do clima, as pessoas reclamavam muito sobre a qualidade do ensino, pois antes de 2014 estudar inglês na Irlanda era uma máquina de visto: cada esquina tinha uma escola e com o visto de estudante, na época, você poderia trabalhar 40 horas por semana, uma jornada de trabalho normal. Muitos alunos se matriculavam para ter apenas o visto. Para as escolas mal intencionadas, isso era ótimo, pois ganhavam pra não dar aula para mais da metade dos alunos.

O governo “caiu em cima” mudou a regra para o visto de estudante, agora só é possível trabalhar 20 horas por semana a fiscalização está mais intensa sobre o desempenho dos alunos. Na parte das escolas muitas foram fechadas, foram criadas regras para as escolas melhorarem a qualidade do ensino e dado um prazo para elas se adequarem, várias que não atingiram um padrão de qualidade aceitável e foram fechadas isso deu dor de cabeça em muita gente que estava estudando aqui no dia seguinte você descobre que sua escola foi fechada, conheço gente que passou por isso, mas o governo realocou essa galera.

Brasileiros

Outro tema bastante comentado é a presença de brasileiros na cidade e a resposta é SIM, tem muito brasileiro andando pelo centro da cidade e é quase impossível andar uma quadra sem escutar alguém falando português. A sua grande maioria se concentra próximo as escolas, na região central da cidade, aumentando ainda mais a sensação da cidade ser tomadas por brasileiros. Nas regiões periféricas já é diferente a situação.

Em 2015 a Irlanda recebeu 96 mil estudantes sendo 16% deles brasileiros. É o país número um em vistos de estudantes na Irlanda, ou seja, mais de 15 mil brasileiros desembarcam por ano na Irlanda. Mas Fellyph porque reclamar disso? Você vem estudar inglês, você precisa ter uma vivência no idioma!

Sotaque

Por último, o sotaque irlandês os primeiros dias você cruza com algumas pessoas que tem que forçar a entender o que elas falam, mas é igual a qualquer lugar do mundo, por exemplo, no Brasil tem gente que você pergunta se ela realmente fala português. Mas uma coisa que notei na minha escola foi que os professores tem sotaque quase zero. Conversando com outros colegas, eles também não sofrem, acho que eles treinam para tirar vícios locais. O verdadeiro problema é na rua, mas não é uma regra geral, pois 80% eu entendo bem. O vídeo abaixo é de um grupo local que brinca com o sotaque da região:

Pontos Positivos

Vamos falar do lado bom da coisa, primeiro você está na Europa: o velho mundo é fantástico, a riqueza da cultura foi um fator de desempate com outras cidades, além da segurança e arquitetura local. E o melhor de tudo que viajar dentro da Europa é muito fácil, pois existem várias companhias de baixo custo. Na primeira semana comprei uma passagem para Londres (vou para o WordCamp London) por menos de 40 euros. Promoções como essa são fáceis de achar.

Custos

Segundo, o custo foi quase 40% menor que se fosse para o canadá, por exemplo. Terceiro a facilidade do visto: ele é feito depois que você chega na Irlanda e você só precisa de uma carta da escola, seguro saúde do período que você vai ficar, 3.000 euros – esse dinheiro você irá gastar para sobreviver aqui, ele é seu, o governo só precisa saber se você não veio na louca – (o ideal é trazer mais que esse valor), uma comprovação da sua passagem de volta. Quarto ponto positivo é o sistema de transporte público que é muito bom, mas dependendo da região que você more da pra fazer tudo andando. Se comparado a São Paulo, a cidade é bem pequena, possui 500 mil habitantes.

Silicon Docks

E por último, um fator bem particular pra mim é que em Dublin existe o Silicon Docks uma região que abriga várias empresas de tecnologia como Amazon, Google, Facebook, Linkedin, AirBnb, Etsy, Gilt, Zynga entre outras empresas. Isso cria um ecossistema bem dinâmico pra que é da área. Só em ter a possibilidade de estar em contato com essas empresas, participando de eventos com várias experiências de empresas desse porte, é algo bem válido. Abaixo uma imagem de algumas empresas e institutos de tecnologia que estão em Dublin.

Esses foram os principais motivos que me levaram a escolher Dublin. São pontos bem pessoais. Isso não é uma regra que não se aplica a todo mundo. Já se passaram duas semanas aqui estou curtindo bastante a cidade, até agora valeu a pena toda pesquisa pré se encaixou perfeitamente no que estou vivendo.

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5 coisas que você NÃO deve fazer quando receber uma proposta de emprego em outra cidade

Lendo o blog do Davidson Fellipe caí no seguinte post: Proposta de emprego no Rio de Janeiro, aceitar ou não?, nele fala sobre o que fazer quando receber uma proposta de emprego em outra cidade, basicamente ele aborda os seguintes passos:

  • Análise do perfil da empresa
  • Quais os desafios que a vaga oferece
  • Se você está preparado para mudança
  • Analisar pontos positivos e negativos de morar em outra cidade
  • Onde começar a procurar um lugar para morar

Quando terminei de ler o post pensei:

“Cara eu não planejei nada quando mudei para outra cidade”

Falar um pouco sobre minha história, o primeiro capítulo dela começa mais ou menos assim:

Em Dezembro de 2009 recebi uma proposta de emprego da Cherry Plus, após um mês trabalhando remoto veio o convite para trabalhar localmente em São Paulo. Isso era algo desejava a algum tempo; um novo desafio, vida nova, um chance de acessar um novo nível na minha carreira ou de me especializar. Em contra partida o que pensava era viver longe da família, largar amigos, largar namorada, largar o conforto de sua casa e chegar em uma cidade como um desconhecido.

A família e amigos que ficaram

Antes de tomar qualquer decisão precisava ter uma opinião da minha família e todos apoiaram a mudança todos acreditavam que esse passo era o melhor para mim, assim não tinha dúvida e tomei a decisão “vou me jogar” (como diria minha amiga Márcia).

Homologada a decisão na minha vida, praticamente eu tinha uma semana para realizar a mudança. E a partir dessa decisão eu aprendi as seguintes lições que irei ensinar agora,  os 5 passos do que não, Atenção NÃO fazer quando for mudar de cidade. Claro que existem mais de cinco passos, mas achei esses os mais importantes para quem estar pensando em mudar de cidade.

1 – Venda seu carro “nas pressas”

Vender um carro desesperadamente não é um bom negócio, só se você tiver muita sorte esse não foi o meu caso, a falta de tempo fez eu vender o carro com um preço muito abaixo do valor de mercado.

2 – Não se informe muito sobre a cidade que irá morar

Se você já passou uma semana “turistando” em uma cidade e pensou: “Que cidade legal moraria aqui fácil!”. Não se iluda passear por uma semana é uma coisa e morar nela é outra totalmente diferente. Quando você conhece uma cidade por lazer, o foco são as coisas boas daquela cidade, geralmente é um feriado a cidade se comporta de uma maneira totalmente diferente de um dia útil. Trânsito e o transporte público, por exemplo, funcionam de uma maneira totalmente diferente em feriados.

3 – Se for ficar em pensão sempre confie no dono da pensão

Se for para algum lugar como pensão, hostel ou flat peça um documento que comprove sua reserva no local. Se não fez iss você corre o risco de não ter lugar para ficar como eu fiquei nos primeiros dias. Pensão é uma solução a curto prazo, falo isso pela minha experiência a longo prazo vira um problema, onde eu fiquei a maioria das pessoas não tinha interesse em passar muito tempo não havia uma cooperação como dividir apê com os brothers.

4 – Não perca tempo analisando o seu novo custo de vida.

Mudar de cidade realmente gera um impacto no seu orçamento mensal, os primeiros meses de adaptação sempre geram um custo maior, você é novo na região se não tiver nenhuma referência do local terá que procurar os lugares mais baratos para almoçar, qual o supermercado mais barato da região. Você tem seus hábitos em sua antiga cidade, jantares a noite ou baladas por exemplo. Recife X São Paulo dependendo do local a diferença de custo é gritante, trocar alguns hábitos podem ser uma solução para esse caso, balada no domingo a tarde pode se transformar em uma tarde no parque com os amigos.

5 – Escolha lugares para morar onde não tem onde cozinhar

Um ponto que não levei em consideração era a pensão não possuir uma cozinha coletiva. Fazer comida em casa pode ser chato,  mas comer as três refeições fora de casa muito mais caro.

Claro que tive sorte em outros pontos, nem tudo deu errado, senão eu não estaria aqui hoje. Moro perto do trabalho isso ajuda bastante evitar o estresse com trânsito, o local onde eu moro é seguro me sinto mais tranquilo que em Recife e minhas “chefas” foram duas verdadeiras mães sempre me ajudaram aqui.

Então se pensa em mudar de cidade por uma proposta de emprego, leve em consideração os seguintes pontos:

  • Planeje-se bem
  • Faça reservas financeiras
  • Recolha informações de onde vai morar.
  • Pegue informações da empresa que irá trabalhar
  • Morar sozinho sai caro então tente dividir apartamento com alguém conhecido ou procure referências
  • Faça da pensão uma solução de curto prazo até você se estabilizar
  • Antes de se mudar, procure garantias(contratos ou comprovantes) do local onde vai morar
  • A distância dos amigos, amores e familiares pesa bastante, para ajudar sempre programe o final de semana com alguma atividade para não ficar “morfando” em casa.

Mudança como essa pode ser difícil quando se está longe das pessoas que ama. Posso falar que não é fácil, mas quando uma chance dessa aparecer não tenha medo, defina metas e objetivos nessa nova fase, eles ajudam à saber onde você quer chegar e superar os problemas do dia-a-dia. Se você pensa em mudar de cidade boa sorte!

Update

Atualmente moro da Irlanda se quiser saber mais sobre o que aprendi aqui:

5 coisas que você deve saber antes de se mudar para Dublin

5 coisas que aprendi no meu primeiro ano de trabalho na Irlanda

Um mês de Dublin