Recentemente, alcancei uma marca muito expressiva no meu canal do YouTube: a publicação do vídeo número 500.

Olhar para esse número no painel do canal me fez parar para refletir. Mais do que uma métrica de vaidade, esse número representa um dos maiores desafios de qualquer criador de conteúdo ou profissional na internet: manter a consistência ao longo dos anos.
Neste artigo, quero compartilhar com vocês os bastidores dessa jornada de mais de 7 anos, os desafios de não ser refém dos números e como o YouTube, mesmo não sendo a minha fonte de renda exclusiva, transformou a minha carreira.

A jornada até aqui: Adaptação e Consistência
Para colocar em perspectiva, produzir 500 vídeos em 7 anos significa uma média de mais de 70 vídeos por ano. Durante todo esse tempo, a minha vida não ficou parada esperando que eu gravasse.
Ao longo desses anos, morei em dois países diferentes, mudei de apartamento 5 vezes e tive que conciliar o canal com diferentes empregos e rotinas de trabalho intensas. Adaptar o meu local de gravação e a minha agenda foi uma necessidade constante.
Se eu pudesse resumir o principal aprendizado prático de toda essa fase, seria: o feito é melhor do que o perfeito. Em muitos momentos, precisei deixar o perfeccionismo de lado, improvisar com o que tinha à disposição e focar em simplesmente não quebrar a consistência.
Não comecei com um setup perfeito; iluminação, câmera, acústica e áudio foram melhorando com o tempo. Algumas vezes priorizava a consistência para não deixar a peteca cair.
A realidade dos bastidores (e a ditadura das métricas)
Quem vê o resultado final na tela muitas vezes não imagina os desafios por trás. A verdade é que nem sempre a fase de criação de conteúdo é motivadora. Ela apresenta desafios e exige sacrifícios reais.
A minha maior motivação sempre foi partilhar coisas de que eu gosto, tecnologias ou estratégias com as quais trabalho no meu dia a dia, ou temas que considero altamente relevantes para o meu ciclo.
WordPress não é o assunto mais “hypado” do momento, mas precisa de mais opiniões conscientes sem a balela de vendedores de cursos. E é aqui que entra um dos grandes dilemas do criador de conteúdo: o desalinhamento entre o interesse de quem cria e o do público.
Já perdi a conta de quantas vezes dediquei horas produzindo e pesquisando um conteúdo que achava incrível, apenas para publicá-lo e ver que as visualizações e interações ficaram muito abaixo do esperado. Por outro lado, já publiquei vídeos de forma casual, sem muita pretensão, que acabaram gerando uma interação gigante.
Isso é desafiador. É muito fácil cair na armadilha de ficar refém dos números e focar apenas no que “dá view” ou nas trends do momento. Mas aprendi que, muitas vezes, você só quer seguir em frente e falar sobre outros assuntos que são realmente importantes para a sua rotina e profissão, e tudo bem. O equilíbrio é fundamental.
O verdadeiro valor do canal
Eu não vivo exclusivamente da criação de conteúdo. O YouTube não é o meu principal ganha-pão; na realidade, gasto muito tempo e dinheiro neste projeto. Porém, posso afirmar, sem sombra de dúvida, que o canal me abriu muitas portas.

Ao longo desses 7 anos, aprendi uma quantidade absurda de coisas novas, tanto tecnicamente quanto em comunicação, conheci profissionais incríveis e construí um networking valioso. Entrevistei referências mundiais, como a entrevista com o Gus Martins, e conferi o lançamento do Gemma 3 de perto.

O canal foi uma vitrine fundamental que me ajudou a chegar onde estou hoje na minha carreira.
Muito obrigado!
Essa marca de 500 vídeos é, sem dúvida, um motivo de celebração. Mas, acima de tudo, é um momento de agradecimento.
Quero deixar o meu muito obrigado a toda a minha audiência, minha esposa, uma grande influenciadora dessa jornada, e a cada um que assiste, comenta, compartilha e interage com os vídeos. Agradeço também a todos os profissionais que já colaboraram com o canal ao longo dessa jornada.
Que venham os próximos vídeos (e os próximos aprendizados)!

Deixe um comentário