Mitos sobre AMP para WordPress

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No meu canal do YouTube comecei a gravar uma série sobre AMP para WordPress uma das motivações foram a quantidade de informação desatualizada sobre o assunto então agora vamos falar sobre alguns mitos sobre AMP para WordPress. Mas antes precisamos de uma breve introdução sobre AMP e o plugin de AMP.

Mitos sobre o plugin AMP para WordPress

O que é AMP(Accelerated Mobile Pages)?

O framework AMP (Accelerated Mobile Pages) foi criada pelo Google para facilitar aos desenvolvedores web a criação de sites amigáveis que carregam quase instantaneamente. A estrutura inclui uma biblioteca de código que permite aos desenvolvedores escrever menos código através de componentes web.

Página para desenvolvedores AMP

A estrutura AMP foi lançada pela primeira vez em 2015 como um projeto open-source. Ele é construído sobre HTML, CSS e JavaScript – o que significa que não está limitado apenas a dispositivos móveis: ele também funciona em computadores desktop.

O que é o plugin de AMP para WordPress?

O plug-in AMP para WordPress adiciona suporte ao Projeto Páginas Móveis Aceleradas (AMP). O plugin implementa todos os requisitos técnicos para suporte AMP no WordPress, e oferece uma API simples e extensível para a construção de temas e plugins AMP-first.

O plugin disponibiliza diferentes modos para aplicar AMP ao seu site, cada modo se adapta a um tipo de projeto. Para mais informações sobre a construção de temas e plugins AMP-first visite a página do projeto.

Plugin de AMP para WordPress

6 Mitos sobre AMP para WordPress

Agora chegou a hora, de abordar os mitos sobre o framework AMP. Nesse post vou abordar 8 diferentes pontos que são entendido de forma errada na plataforma:

1 – Google força o uso de AMP

Google se preocupa com a experiência dos usuários, aplicações rápidas e com boa UX resulta em mais tempo de navegação entre outras métricas. Se o usuário passa mais tempo online consequentemente utiliza mais a busca.

Se você tem um time de desenvolvimento que consegue criar uma página com o tempo de carregamento inferior a 2 segundos ótimo você não precisa de AMP. Mas se você não tem uma equipe para desenvolver uma aplicação com esse desempenho ou está tendo problemas para alcançar isso AMP é uma alternativa que pode resolver o seu problema.

A tecnologia que você utiliza se você consegue entregar o conteúdo de forma rápida não é relevante, mas quanto menos processamento para os motores de busca e melhor experiência do usuário mais esse conteúdo será valorizado.

2 – Conteúdo AMP são Priorizados na busca do Google

Essa informação é pública pelo Google, o fato de uma página ser AMP ou não, não afeta no ranqueamento orgânico um fator de ranqueamento é o tempo de carregamento e suporte a conteúdo mobile isso sim são um fator de ranqueamento, o fato das páginas AMP carregarem mais rápido e terem suporte a layout mobile ajudam nesse fatores.

Mas uma má implementação com AMP pode resultar uma página lenta ou não responsiva também, por isso é relevante o uso de um plugin com uma boa implementação e temas compatíveis. Os cards na busca possuem uma taxa de conversão maior, mas sua página precisa estar nos primeiros resultados, com conteúdo amp válido e structure data válido para ter a exibição do card. 

3 – É impossível usar Page builder com AMP

O foco do AMP é a integração com o core do WordPress, existem plugins de blocos compatíveis com AMP só conferir a página de ecossistema da plataforma. Muito é perguntado sobre Elementor, o plugin de elementor atualmente está seguindo um caminho diferente do core do WordPress, um grande exemplo é que se você quiser migrar o seu conteúdo com Elementor para Gutenberg é quase impossível, requer bastante trabalho manual.

Esse é só um pequeno exemplo, uma vez que você está na plataforma é impossível de sair. Existe um interesse em colaboração pelo time do plugin de WordPress issues no github foram abertas, mas o foco do elementor é outro no momento. Também foram criados plugins para melhorar a integração, mas o resultado não é 100% garantido

4 – O plugin de AMP prejudica os acessos no Google Analytics

Muitos usuários quando instalam o plugin de AMP esquecem de verificar se o Analytics está conectado com a versão AMP. A biblioteca AMP precisa de um código específico para realizar o monitoramento do seu site com Google Analytics.

Quando adicionar AMP no seu site WordPress lembre de colocar o código do Google Analytics na sua aplicação, ele pode ser feito de diversas formas. Com plugin, por exemplo, Site Kit ou manualmente para isso vá nas configurações no plugin e defina o id do seu Analytics na sessão destinada para a configuração:

Tela de configuração do Analytics para WordPress

Para mais informações confira o posts: https://blog.fellyph.com.br/amp/adicionando-analytics-em-paginas-amp/

5 – Por padrão o plugin cria uma versão “tosca” do site.

Existem diversos plugins para AMP na plataforma WordPress, mas quando algo dá errado tudo cai sobre o plugin de WordPress. Sim muitos plugins criam uma única versão do seu site simplificada, para facilitar com a validação.

O plugin do AMP WordPress do Google, possui 3 modos onde no modo padrão você pode ter seu site AMP idêntico ao site não-AMP.

6 – Site AMP não gosta de formulários

Maioria dos plugins de formulários possuem dependência em JavaScript isso cria um problema com o framework AMP que bloqueia a execução de JavaScript, mas alguns plugins de formulário como WP Forms adicionaram alternativas para os seus plugins serem compatíveis com AMP.

Caso você trabalhe com Contact Form 7, existe um miniplugin para corrigir problemas de compatibilidade.

Suporte ao plugin de AMP

Caso precise de ajuda com algum problem, com o plugin de AMP para WordPress. O melhor local é no Fórum oficial do Plugin e caso queira aprender mais sobre o plugin de AMP para WordPress, confira a página da categoria.

Por Fellyph Cintra

Fellyph Cintra é um Google Developer Expert focado em tecnologias web, com participação ativa na comunidade WordPress. Com mais de 14 anos de experiência no mercado, Fellyph já palestrou em mais de 30 eventos ao redor do Brasil e Europa, sempre abordando as boas práticas de desenvolvimento na web.

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