Se você acompanha as discussões sobre WordPress no LinkedIn e em outras comunidades, provavelmente notou um burburinho recente sobre o My WordPress. Muitos desenvolvedores notaram que os recursos celebrados nele já existiam no WordPress Playground, o que gerou uma dúvida comum: afinal, o My WordPress veio para substituir ferramentas como XAMPP, Local ou o próprio Playground?
A resposta curta é: não. São aplicações com propostas totalmente diferentes.
Para acabar com a confusão, vamos entender o papel de cada uma dessas ferramentas e quando você deve utilizá-las.
O “Guarda-chuva” do WordPress Playground
Primeiro, é importante entender que o WordPress Playground evoluiu. Hoje, ele se tornou um verdadeiro “guarda-chuva” de aplicações voltadas para o desenvolvimento.
Ele vai muito além de um ambiente local simples, oferecendo:
- Integração com GitHub: Permite fazer previews de aplicações e Pull Requests diretamente na plataforma.
- Ferramentas avançadas: Suporte a CLI (Command Line Interface), MCP Server e Agent Skills.
Quando usar: O Playground é a escolha ideal para ambientes de desenvolvimento, prototipagem rápida e para fazer demonstrações de projetos e sites para clientes.
My WordPress: A sua instância pessoal
Enquanto o Playground é focado no desenvolvimento e na prototipagem, o My WordPress foi criado para ser a sua instância pessoal.
Ele permite que você tenha um WordPress rodando 100% no seu navegador, offline, onde você pode salvar e guardar informações localmente. Isso abre portas incríveis, como a criação de novas soluções e aplicativos que rodam sem necessidade de internet, dando total liberdade sobre seus dados.
(Nota: Se você procura um concorrente direto para softwares como XAMPP ou Local WP para desenvolvimento tradicional em máquina, a ferramenta ideal hoje seria o WordPress Studio, e não o My WordPress).
Atenção ao armazenamento: Como o My WordPress salva seus dados?
Essa é a dúvida de ouro. O My WordPress utiliza a File System API do navegador para salvar seus dados. Mas o comportamento muda dependendo do dispositivo que você está usando:
- No Desktop (Chrome e outros navegadores suportados): Não há restrições. Você pode salvar suas informações localmente sem se preocupar com prazo de expiração.
- No iOS (iPhone/iPad): Aqui mora o perigo. O sistema operacional da Apple possui uma regra restrita: se a aplicação ficar sem uso por mais de 7 dias, o iOS pode limpar seus dados automaticamente.
Como evitar a perda de dados no iOS?
Para evitar que o iPhone apague seu My WordPress, você deve instalá-lo como um PWA (Progressive Web App).
Basta adicionar a página à sua Tela de Início (Home Screen). Com isso, o sistema passa a tratá-lo como um aplicativo, garantindo o armazenamento a longo prazo.
Mas fica o alerta: mesmo como PWA, se o seu celular entrar em estado crítico de armazenamento (disco cheio), o iOS ainda pode decidir limpar esses dados. Portanto, a regra de ouro é: faça backups periódicos da sua aplicação e exporte-os.
A ligação entre Playground e iOS vai além do navegador: já existe app nativo de iOS rodando WordPress de verdade via Playground — o Blocknotes é o primeiro exemplo, usando WebAssembly e o editor de blocos dentro de um app da App Store. Ou seja, o mesmo motor que roda na aba do navegador também embarca em apps móveis.
Resumo: Qual eu escolho?
Para facilitar sua decisão na hora de abrir o navegador, siga esta regra básica:
- Quer testar um plugin, criar um ambiente de dev rápido ou mostrar um protótipo ao cliente? Vá de WordPress Playground.
- Quer um bloco de notas robusto, um CRM pessoal, testar algo offline para uso próprio ou ter um app pessoal no seu navegador? Vá de My WordPress.
As possibilidades de criar soluções locais e offline com essas ferramentas são gigantescas. Recomendo fortemente testar ambas e explorar como elas podem otimizar o seu fluxo de trabalho.
E você, já testou o My WordPress ou tem usado o Playground no seu dia a dia? Deixe sua opinião ou dúvida nos comentários.

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