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JavaScript PWA - Progressive web apps

Estratégias de cache para PWAs

Continuando a série sobre PWA tivemos uma introdução sobre Service Worker. Vimos que o service worker permite o suporte a aplicações offline mas também podemos controlar as requisições feitas pelo o navegador isso nos dá a habilidade de pensar em diferentes estratégias de cache para a nossa aplicação e esse será o tema do nosso post.

Desenvolvendo uma aplicação web alguns dados dentro da nossa solução tem uma periodicidade maior ou menor de atualização, por exemplo a logo de nosso site é tipo de dado que pode passar anos sem alteração, já no caso de uma sessão de últimas notícias podem ter uma periodicidade de minutos. Com esse dois exemplo podemos ver situações distintas, assim com a partir desses exemplos vamos abordar as estratégias mais comum de cache.

Cache only

Nesse caso todos as requisições serão direcionadas para o cache.

  1. O service worker recebe a requisição
  2. Consulta se o conteúdo se encontra no cache
  3. Retorna o conteúdo requisitado para o usuário

Se não encontrado no cache a requisição irá falhar. Mas esse pattern assume que os conteúdos serão armazenados no cache durante a instalação do service worker.

Casos recomendados: esse padrão é ideal para assets que raramente são atualizados, por exemplo, logos, ícones de redes sociais e estilos. Mas isso não significa que eles nunca serão alterados, esse controle será feito pela versão do seu service worker.

Código:

self.addEventListener('fetch', event => { // todos os arquivos serão servidos pelo cache event.respondWith(caches.match(event.request)); })

Cache first

Parecida com a estratégia anterior, mas com uma diferença, caso não ache o arquivo no cache ele irá realizar uma requisição na rede como podemos ver no código a seguir:

self.addEventListener('fetch', event => { event.respondWith( caches.match(event.request).then(response => { return response || fetch(event.request); }) ); });

Network only

  1. O service worker irá analisar a requisição
  2. Irá requisitar na rede os arquivos requisitados
  3. O conteúdo requisitado é enviado para o usuário

Neste caso se a requisição a rede falhar não retornará nada.

Casos recomendados: Esse útil para requisições exemplo pings no servidor para análise de tráfego ou estatísticas.

Network first

Nessa situação primeiramente fazemos o request para a rede, caso a requisição falhe procuramos o arquivo no cache. Problema nessa requisição que perdemos muito tempo esperando um retorno de uma falha na requisição.

Casos recomendados Trabalhamos com essa estratégia quando temos a prioridade dos dados recentes. Ideal para áreas que tem atualizações constantes.

Código:

self.addEventListener('fetch', event => { event.respondWith( fetch(event.request).catch(() => { return caches.match(event.request); }) ); });

Cache, then network

Essa estratégia carrega os dados imediatamente do cache enquanto verifica na rede se o conteúdo sofre alguma alteração. No momento que receber o retorno das informações da redes, o conteúdo será verificado caso precisa será atualizado.

Temos o benéfico de exibir o conteúdo imediatamente mas sempre fazemos duas requisições precisando ou não da informação. Por que nesse caso só sabemos se o conteúdo foi alterado se requisitamos a informação na rede, se nada mudou, fazemos uma requisição em vão. Outro desafio desse padrão é desenvolver uma interface que não pareça estranho a atualização do conteúdo.

Casos recomendados: Quando priorizamos a performance mas temos uma frequência constante de updates do conteúdo, aplicações com timeline de e game leader board.

Código (sw.js)

self.addEventListener('fetch', event => { event.respondWith( caches.open('mysite-dynamic').then(cache => { return fetch(event.request).then(response => { cache.put(event.request, response.clone()); return response; }) }) ); });

Código(main.js)

let networkDataReceived = false; startSpinner() const networkUpdate = fetch('/data.json').then(response => { if(!response) throw Error('no data'); return response.json(); }).then(data => { if(!networkDataReceived); updatePage(data); }).catch(() => { return networkUpdate; }).catch(showErrorMessage).then(stopSpinner);

Stale while revalidate

Utilizamos essa técnica quando não temos prioridade do conteúdo mais recente mas queremos fazer atualizações periódicas. Essa estratégia é parecida com a cache first, mas com uma diferença os dados mais recentes não serão atualizados imediatamente, o cache será atualizado e a informação será exibida quando o usuário recarregar a página.

Casos recomendados: Logos, imagens do perfil do usuário.

Código

self.addEventListener('fetch', event => { event.respondWith( caches.open('mysite-dynamic').then(cache => { return cache.match(event.request).then(response => { const fetchPromise = fetch(event.request) .then(networkResponse => { cache.put(event.request, networkResponse.clone()); return networkResponse; }); return response || fetchPromise; }) }) ); });

Generic fallback

Quando o usuário usuário não achar o conteúdo requisitado na rede ou no cache retomamos um conteúdo genérico. Por exemplo, quando não conseguimos encontrar uma imagem específica como um avatar, para não prejudicar nossa interface retornamos um avatar genérico, por exemplo, uma ilustração. Esse padrão pode ser combinado com as estratégias anteriores.

Código

self.addEventListener('fetch', event => { event.respondWith( caches.match(event.request).then(response => { return response || fetch(event.request); }).catch(() => { return caches.match('/offline.html'); }) ); });

Esse são as principais estratégias de cache, além delas podemos combinar estratégias de cache, mas para esse post vamos abordar os mais populares nos próximos posts iremos abordar uma ferramenta que irá facilitar nossa vida: Workbox, mas isso é assunto para um novo post.

Caso queira saber mais sobre Progressive web apps confira o curso que gravei em meu canal do youtube. Caso tenha alguma dúvida deixe um comentário e até o próximo post.

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Media queries para Progressive Web Apps

Se você me segue no Twitter já viu que estou criando uma série sobre Progressive Web Apps, neste mini curso estou abordando os principais recursos na construção de um PWA. Para esse post vamos falar sobre um conteúdo complementar como adicionar um estilo específico através media queries para identificar uma PWA.

Se você ainda não ouviu falar sobre Progressive web apps ou aplicações web progressivas, PWA não é uma biblioteca ou framework, mas uma filosofia. Uma definição rápida seria o desenvolvimento de uma aplicação com uso de técnicas e recursos para proporcionar progressivamente uma melhor experiência para o usuário com foco em três pontos:

  • Confiabilidade
  • Velocidade
  • Engajamento

Quer saber mais acesse acompanhe a playlist do mini curso:

Também me siga no youtube para acompanhar mais vídeos

Voltando ao tema principal, quando construímos nossa PWA utilizamos o manifest.json, arquivo responsável por configurar nossa PWA, nome da aplicação(name e short_name), URL de inicialização(start_url), ícones(icons) e modo de exibição(display). O modo de exibição é o ponto chave deste tutorial e ele possui os seguintes modos:

  • fullscreen – como o nome sugere exibe em modo full screen sem nenhum elemento de interface do browser
  • standalone – Exibe como uma aplicação independente do browser, mas dependendo do sistema operacional podendo exibir alguns elementos de controle de navegação, por exemplo, iOS não exibe itens de navegação mas permite o controle de navegação através de gestos.
  • minimal-ui – Esse modo é exibido como uma aplicação independente mas forca a exibição de elementos de navegação
  • browser – Esse modo exibe como um browser convencional

Fullscreen e standalone

Agora que a gente teve uma introdução sobre os modos disponíveis, dois modos precisam de atenção especial fullscreen e standalone eles precisam prover uma navegação dentro da aplicação pois os elementos de navegação do browser são removidos, com isso o usuário pode ficar preso em sua aplicação e isso não é uma boa experiência.

Para isso podemos implementar media query para controlar a exibição controle de navegação ou apenas estilizar nossa aplicação. Atualmente temos um seletor para display-mode dentro de media queries, com isso podemos implementar media queries para diferentes modos, mas lembrando que a media query precisa seguir o parâmetro definido em seu manifest.json.

Media query para desktop e mobile

//media query para o modo de exibicao standalone presente tanto em mobile e desktop 
@media (display-mode: standalone) {
 
}

No código acima temos uma media query para o formato standalone, suportado por PWAs que rodam no desktop ou mobile, mas poderíamos utilizar um dos quatros padrões que vimos anteriores.

Um fato relevante neste momento até a versão 12.2 do iOS não temos suporte ao web app manifest em outras palavras iOS não utiliza o manifest.json, a definição de ícones e títulos para nossa PWA é feito através de meta tags dentro de nosso HTML, e elas apenas suportam o formato standalone.

Caso utilize um formato diferente de standalone precisamos ter duas media queries uma para android e outra para iOS

//media query para MacOS e iiOS
@media (display-mode: standalone) {
 
}

//media query para Android caso definido no manifest.json
@media (display-mode: fullscreen) {
 
}

Media query para iOS

Mas o código acima pode perder sua funcionalidade quando iOS começar a suportar web app manifest, mas caso queiramos ter uma estilização estritamente para iOS, por simples motivo cada sistema operacional tem seu guia de interface, por exemplo, Android geralmente exibe seus items de navegação na base da tela enquanto iOS exibe os elementos de navegação no topo da aplicação.

Com media query podemos incluir mais uma regra dentro de nosso media query o “@supports” com ele podemos realizar filtros através de features suportada pelo browser, por exemplo, suporte a display grid podemos utilizar o seguinte código:

@supports (display: grid) {
  div {
    display: grid;
  }
}

Agora que sabemos desse recurso como podemos implementar essa regra com PWA? Temos algumas features apenas suportada pelo iOS no caso temos “-webkit-overflow-scrolling” presente apenas no safari mobile. Com isso podemos da seguinte forma:

/* 
 - podemos utilizar display mode em: standalone, fullscreen, minimal-ui e browser
*/

@media (display-mode: standalone) {
  /*To das as pwas instaladas desktop e mobile */
}

@media (max-width: 576px) and (display-mode: standalone) {
  /* Filtro para pwas instalada apenas em dispositivos moveis */
  
  @supports (-webkit-overflow-scrolling: touch) {
    /* PWAs instaladas apenas no iOS */
  }
  
  @supports not (-webkit-overflow-scrolling: touch) {
    /* PWAs instaladas em dispositivos não iOS */
  }
}

Com o código acima cobrimos os principais casos para PWA, em breve estarei postando um vídeo sobre esse assunto para seguir o conteúdo dessa série confira os post sobre Progressive web apps. Caso tenha alguma dúvida só deixar um comentário.